TRATAMENTO DE BAMBEIRA OU EPM

TRATAMENTO DE BAMBEIRA  (EPM)

ESTE TIPO DE DOENÇA NO EQUINO É MUITO PERIGOSO E PODE LEVAR A MORTE.
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ACHAMOS UMA EXPLICAÇÃO  RESUMIDA E BEM CLARA SOBRE BAMBEIRA (EPM):

O QUE É BAMBEIRA OU EPM

A Mieloencefalite protozoária equina (EPM) é uma enfermidade neurológica, causada pelo protozoário Sarcocystis neurona, podendo acarretar problemas na coordenação motora decorrente da diminuição da propriocepção e fraqueza muscular. Em alguns casos da doença podem ocorrer também paralisia dos nervos cranianos e atrofia muscular.

Os gambás (Didelphis virginiana; Didelphis albiventris) são os hospedeiros definitivos do S. neurona, sendo os equinos considerados hospedeiros erráticos (aberrantes) por não serem capazes de transmitir a doença a outros equinos ou gambás.

No Brasil há muitos relatos da enfermidade, a presença da mieloencefalite protozoária tem sido diagnosticada em hospitais, clínicas e por profissionais autônomos, constituindo-se na principal suspeita clínica de cavalos com falta de coordenação motora.

Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da EPM como a idade, proximidade geográfica com áreas de ocorrência do hospedeiro definitivo, fatores sazonais. Estresse e intensidade de exercício em excesso, podem provocar supressão da resposta imune, elevando o risco de aparecimento de EPM.

A patogenia da EPM não está bem esclarecida, pois o conhecimento sobre o ciclo de vida do S. neuronapermanece incompleto. Os gambás são os hospedeiros definitivos, mas não se observa doença clínica nestes animais e os hospedeiros intermediários permanecem desconhecidos.

A contaminação dos cavalos ocorre através da ingestão de feno, água ou alimentos contendo esporocistos infectantes do S. neurona que o gambá infectado elimina em suas fezes.  Os pássaros podem funcionar como disseminadores mecânicos ao ingerirem fezes de gambá contaminados com esporocistos.

O período de incubação da doença é variável. A habilidade de resistir à infecção está relacionada com o desafio e estresse ambiental. Os sinais clínicos de EPM são extremamente variáveis, dependendo da localização do Sarcocystis neurona no encéfalo ou na medula espinhal, bem como da gravidade das lesões provocadas pelo parasita e danos secundários provocados pela resposta inflamatória.

A apresentação clássica da doença é de incoordenação motora assimétrica, podendo em alguns casos estar acompanhada de atrofia muscular focal. Habitualmente os sinais clínicos são resultado da infecção na medula espinhal, sendo observada a diminuição proprioceptiva e paresia, geralmente mais graves nos membros posteriores, sendo a intensidade dos sinais decorrente da severidade da lesão na medula espinhal.

Os equinos, durante os exames, geralmente apresentam-se alertas e responsivos.  Os sinais clínicos da infecção podem ser observados durante o caminhar do animal, frequentemente observa-se incoordenação com movimentos de lateralização, que pioram quando o animal anda em círculos, para trás, com a cabeça erguida ou quando sobe e desce rampas. A doença é reconhecida pelo proprietário como queda do desempenho, tropeços ocasionais e relutância em movimentar-se.

A sobrevivência dos animais acometidos depende da severidade das lesões, sendo que, indivíduos com sinais clínicos moderados ou severos têm maior probabilidade de entrar em decúbito permanente havendo necessidade da eutanásia. Nos animais que apresentam melhora clínica após o tratamento podem apresentar sequelas neuronais ou uma adaptação aos déficits remanescentes.

A realização do exame neurológico fornece subsídios para o diagnóstico da EPM. A detecção precoce dos sinais clínicos é de vital importância para o prognóstico, pois quanto mais rápida for a instituição da terapia, maior será a possibilidade de recuperação do paciente.

Na maioria dos casos suspeitos de EPM, a colheita de LCR e pesquisa de anticorpos contra S. neurona é essencial para confirmar o diagnóstico, sendo realizada no espaço atlantooccipital e lombo sacro, sendo o último mais utilizado para a colheita do LCR, porque o animal é contido na posição quadrupedal, o que facilita o processo de coleta.

A detecção de anticorpos contra S. neurona no LCR de equinos portadores de incoordenação motora confirma o diagnostico de EPM, quando outras enfermidades neurológicas ou osteomusculares tenham sido excluídas.

A dosagem sérica dos anticorpos indica apenas exposição ao S. neurona e não necessariamente doença. Como o percentual de animais soropositivos é relativamente grande no Brasil, quantificar os anticorpos apenas no soro pode favorecer um aumento no número de casos falso-positivos.

O tratamento pode ser instituído mediante a administração de antimicrobianos que atuem diretamente sobre o parasita.  Os antimicrobianos sulfonamida e pirimetamida são os mais utilizados, diclazuril, toltrazuril, ponazuril ou nitazoxanide também podem ser utilizados. O uso de terapias adicionais, incluindo o uso de anti-inflamatórios, tratamento de problemas secundários e suplementação para compensar os efeitos adversos dos antimicrobianos são necessários em alguns casos.

Evitar o acesso de gambás às cocheiras e estábulos, medidas de higiene em depósitos de rações, cochos e bebedouros são fundamentais, uma vez que a ingestão de fezes do gambá é a principal forma de transmissão da doença.

Fonte: Revista Pfizer
Adaptação: Escola do Cavalo