CAVALO UMA MAQUINA CRIADA PELA NATUREZA

Cavalo uma maquina criada pela natureza!!

Como cuidar?Dentro das diferentes condições de manejo, com cavalos de diversas raças utilizados, e nesta busca, surge uma dúvida a qual não acomete apenas criadores iniciantes, mas também pessoas experientes, e até profissionais da indústria do cavalo: como diferenciar o essencial do opcional e do supérfluo?Algumas necessidades elementares são compartilhadas por todos os cavalos: acesso permanente a água e volumoso de qualidade, instalações seguras, pastagens ou piquetes onde eles possam passar em liberdade uma parte do dia, na companhia de outros animais. Cavalos de todos os tipos também precisam de cuidados sanitários, tais como vermifugações e vacinas, e incluindo acompanhamento veterinário. Dentre as práticas do manejo de cavalos instituídas pelo ser humano, uma bastante controversa é a nutrição, onde às vezes o único consenso entre especialistas parece ser que todos os animais precisam comer, mas comer o quê? Pasto verde, feno ou alfafa? Ração industrializada, misturas caseiras ou aveia? O alimento essencial de todo cavalo é o volumoso – gramíneas, sejam como pasto verde, feno ou capineira. Ração concentrada de qualidade complementa as necessidades energéticas e protéicas que o volumoso não consiga suprir. Mas para a maioria dos cavalos, este manejo nutricional básico não é suficiente. A alimentação deve seguir um modo especial em relação à fisiologia digestiva do cavalo, assim, alcançar um bom aproveitamento dos alimentos, evitando as cólicas que são tão comuns. Este conceito está relacionado ao fato de que o cavalo exige um certo nível de nutrientes, de acordo com o tipo e intensidade do trabalho a ser executado. Cavalos são predestinados a serem atletas. Seus organismos são maravilhas da evolução, com gigantesco potencial de desenvolvimento de velocidade, resistência, força e explosão muscular. Basta lembrar que sua freqüência cardíaca em repouso fica em torno de 35 batimentos por minuto (BPM), e que num cavalo de salto bem treinado ela pode passar de 180- BPM – mais de cinco vezes o valor de repouso. O mesmo vale para os pulmões do cavalo, que utilizam apenas uma pequena fração de sua capacidade total no animal parado, com 8 a 12 movimentos respiratórios por minuto (MPM), porém passando facilmente a 100 MPM quando necessário. Tudo isso se alia à existência de uma estrutura muscular onde três tipos de fibras atuam em conjunto: as de contração rápida, de metabolismo anaeróbico, utilizadores do glicogênio muscular, e que agem nas atividades de velocidade explosiva, em movimentos rápidos, como nos saltos. As fibras de contração lenta têm metabolismo aeróbico e atuam nos esforços lentos, repetidos e prolongados.Publicado por: Werner Riekes – Medico VeterinárioMormoO Mormo é uma doença grave dos equídeos, presente de forma endêmica na região nordeste do Brasil. Não se conhece o impacto econômico dessa doença sobre o rebanho equídeo da região, o maior do País, com quase 1,30 milhões de cabeças, mas por se tratar de uma enfermidade com alta taxa de mortalidade, para a qual não se recomenda o tratamento, sendo os animais infectados sistematicamente eutanasiados, acredita-se que os custos financeiros sejam elevados, se não para o país como um todo, pelo menos para cada propriedade, individualmente.O agente causal do Mormo é a bactéria Burkholderia mallei, um bastonete pequeno, Gram negativo, imóvel, encapsulado, não formador de esporos, intracelular facultativo.A doença apresenta-se sob três formas principais: pulmonar, nasal e cutânea. As formas respiratórias se caracterizam pela formação de nódulos no epitélio das vias aéreas que evoluem para úlceras, Pneumonia, descarga nasal purulenta e emaciação são sintomas comuns. Nos animais acometidos por essa forma da doença, a mortalidade pode chegar a 95%. A forma cutânea caracteriza-se pela formação de nódulos ao longo dos vasos linfáticos, principalmente dos membros posteriores, que podem evoluir para feridas abertas com secreção purulenta.A principal forma de transmissão do Mormo é pela ingestão de alimento e água contaminados por secreções de animais com as formas clínica ou subclínica, em condições de aglomeração e insalubridade.Segundo trabalho realizado por Mauricio Baltazar de Carvalho filho na UFMG Universidade Federal de minas gerais.  http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUOS-8VWMFM/disserta__o_mauricio_18.05.2012.pdf?sequence=1) no Brasil, a doença foi descrita pela primeira vez em 1811, introduzida provavelmente por animais infectados importados da Europa e relataram a ocorrência de um foco de Mormo no município de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Daquele ano até 1998, a doença não foi notificada no nosso país. Em 1999, contudo, foram identificados focos em Pernambuco e Alagoas. De lá para cá, notificaram-se focos em estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Em 2008, um foco de Mormo foi identificado no município de Santo André, São Paulo, e em 2009, outro foco foi detectado no Distrito Federal.Casos suspeitos de Mormo podem ser confundidos com outras infecções crônicas da mucosa e seios nasais, mais especificamente de Garrotilho (Streptococcus equi, subespécie equi). O Mormo cutâneo deve ser diferenciado de Linfangite Ulcerativa (Corynebacterium pseudotuberculosis), Pseudotuberculose (Yersinia pseudotuberculosis), Esporotricose (Sporotrichium spp.) e Linfangite Epizoótica (Histoplasma farciminosum).Com base no Manual de legislação de programas nacionais de saúde animal no Brasil (http://www.agricultura.gov.br/arq_editor/file/Aniamal/Manual%20de%20Legisla%C3%A7%C3%A3o%20-%20Sa%C3%BAde%20Animal%20-%20low.pdf) O Teste de Fixação de Complemento é utilizado para controle do trânsito internacional de equídeos. No Brasil, as Normas para Controle e Erradicação do Mormo, aprovadas pela Instrução Normativa SDA nº 24, de 5 de abril de 2004, adotam, para diagnóstico da doença, o Teste de Fixação de Complemento e o Teste alérgico da Maleína, este último em animais positivos na fixação de complemento, mas sem sinais clínicos, ou em animais negativos na fixação de complemento, mas com sinais clínicos.Fixação de complementoMétodoAdicionar em um tubo o soro teste, o antígeno e complemento. Após um período de incubação adicionar o sistema hemolítico (hemácia e anticorpos anti-hemácias). Quando NÃO ocorrer lise das hemácias indica que o soro teste apresentava anticorpos contra o antígeno testado.Princípio Quando um antígeno é incubado com soros contendo anticorpos específicos, ativa o sistema complemento. Quando um antígeno é incubado com soros sem anticorpos específicos não há ativação do sistema complemento e quando o sistema hemolítico é adicionado há lise das hemácias que estão adsorvidas com anticorpos.Interpretação Quando NÃO ocorrer lise das hemácias indica que o soro teste apresentava anticorpos contra o antígeno testado.Além dos resultados NEGATIVO e POSITIVO, o exame sorológico para o diagnóstico do mormo pela técnica de fixação de complemento pode dar ANTICOMPLEMENTAR e INCONCLUSIVO.SORO ANTI-COMPLEMENTARÉ aquele que contém algumas substâncias, tais como outras imunoglobulinas que não aquela induzida pela bactéria Burkholderia mallei, outras proteínas ou até mesmo bactérias que interferem no teste, consumindo o complemento livre, uma vez que este deveria se ligar ao imunocomplexo hemácia-hemolisina, resultando numa hemólise (resultado negativo).Além dos fatores citados acima, pode-se mencionar também alimentação rica em carboidrato, estresse do animal ou mesmo algumas medicações e vacinas.Quando o animal resulta anti-complementar, deve-se coletar nova amostra. Deve-se evitar o uso de medicamentos e vacinas. Neste caso, o animal deve permanecer isolado.Uma etapa da técnica que pode levar a uma interpretação incorreta dos resultados é a inativação do soro. Para tanto, deve-se inativar o soro dos eqüinos a uma temperatura de 58°C, exceto as éguas prenhes. O soro destas e dos muares e asininos deve ser inativado a 62,5°C. Quando a inativação não corretamente conduzida, normalmente observa-se uma reação anti-complementar. Para tanto, o médico veterinário requisitante deve informar no campo correspondente da resenha a espécie e, quando se tratar de égua, informar se está ou não prenhe.RESULTADO INCONCLUSIVOÉ aquele que apresenta uma reação muito fraca na diluição 1:5 que não permitiu uma segurança ao laboratório quanto à sua positividade. Neste caso também o exame deve ser repetido com uma nova amostra.Esquema da FC com diferentes resultados

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
1:5 N N +/- P P P N P P C C C
1:10 N N N N P P N P P C C C
1:20 N N N N N P N P P C C C
1:40 N N N N N N N N P C C C
1:80 N N N N N N N N P C C C
1:60 N N N N N N N N P C C C
1:320 N N N N N N N N N C C C
A/C N P N N N N N N N C C C

1 – Negativo 2 – Anti-complementar 3 – Inconclusivo 4 – Positivo (Titulação 1:10) 5 – Positivo (1:20) 6 – Positivo (1:40) 7 – Controle Negativo 8 – Controle Positivo Baixo 9 – Controle Positivo Alto 10 a 12 – Controles da placaUm dos instrumentos de diagnóstico do Mormo adotado pelo programa nacional de controle e erradicação da doença é o teste alérgico da Maleína, utilizado como método confirmatório, ou alternativo, conforme o caso, ao teste de Fixação de Complemento.Teste da MaleinaA maleína é um antígeno proteico de citoplasma que, uma vez inoculado em um animal previamente sensibilizado pela exposição natural à B. mallei é capaz produzir uma reação alérgica, a maleína é inoculada em volume de 0,1 mL na pálpebra inferior. A leitura do resultado é realizada 48 a 72 horas após a inoculação. A reação positiva caracteriza-se por edema marcado da pálpebra, acompanhado ou não de secreção purulenta e conjuntivite.As primeiras maleínas eram constituídas do filtrado de culturas de B. mallei sem nenhum processamento adicional. Eram antígenos brutos que produziam uma grande quantidade de reações falso-positivas.Algum melhoramento na qualidade desse antígeno foi obtido pela utilização de um meio de cultura sintético que utilizava asparagina como fonte de nitrogênio no lugar das peptonas. Esse produto, conhecido como heat-concentrated synthetic medium mallein (HCMS), era pouco purificado e continha ingredientes não utilizados do meio de cultura e produtos solúveis de origem bacteriana capazes de produzir reações inespecíficas.A maleína atualmente utilizada no Brasil é importada e produzida com estirpes exóticas de B. mallei a partir de uma adaptação da técnica utilizada para produção de tuberculina, na qual a concentração das maleoproteínas é efetuada pela precipitação com ácido tricloroacético (TCA), resultando em um produto primariamente proteico, mas ainda pouco purificado, dados estes apresentado em trabalho (PDF)http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUOS-8VWMFM/disserta__o_mauricio_18.05.2012.pdf?sequence=1.Outros testes podem ser utilizados para o diagnóstico da doença, Elisa, PCR e o isolamento da bactéria e sua identificação por microscopia eletrônica.Existem diversos tipos de testes de ELISA. O modelo mais simples é conhecido como ELISA indireto, onde um antígeno que encontra-se aderido a um suporte sólido (placa de ELISA) é preparado e, em seguida, colocado sobre os soros que estão sendo testados, em busca de anticorpos contra o antígeno. Caso estejam presentes anticorpos no soro, específicos para o antígeno em questão, haverá a formação da ligação antígeno-anticorpo que, por conseguinte, é detectada pela adição de um segundo anticorpo dirigido contra imunoglobulinas da espécie que está sendo pesquisada, a qual é ligada a peroxidase.Outro método denominado ELISA de bloqueio ou competição, onde a presença de anticorpos em determinado soro é observada devido à competição com um anticorpo específico (mono ou policlonal) voltado ao antígeno.O teste de ELISA é responsável pela detecção de diferentes doenças infecciosas, uma vez que a maioria dos agentes patológicos leva à produção de imunoglobulinas. Também pode ser utilizado no diagnóstico de doenças auto-imunes ou alergias. Este método de diagnóstico é o de eleição para a detecção do vírus HIV.A PCR (Reacção de Polimerização em Cadeia) é uma metodologia que se baseia na amplificação exponencial seletiva de uma quantidade reduzida de DNA de uma única célula. Esta técnica revolucionou o mundo científico e as suas aplicações são imensas: é usado no diagnóstico médico, mapeamento genético, detecção de doenças hereditárias, clonagem de genes, testes de paternidade, identificação de “impressões digitais” genéticas. O segredo do sucesso da PCR reside na capacidade que ela tem de amplificar uma sequência precisa de DNA aliada à sua simplicidade, rigor, elevada sensibilidade e especificidade. Não é necessário isolar o DNA que se pretende amplificar (mesmo que se encontre misturado com DNA de outras espécies), uma vez que a especificidade da PCR é dada pelos primers. É uma técnica rápida e segura.Publicado por: Werner Riekes – Medico Veterinário – 19/07/2013

CAVALO UMA MAQUINA CRIADA PELA NATUREZA